Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador [Progressive Metal]. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador [Progressive Metal]. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de maio de 2011

Stratovarius 2011 - Elysium


O EP “Darkest Hour” fez com que minhas expectativas acerca do novo disco crescessem. A percepção que tive ouvindo o EP foi certeira; “Elisyum” é um disco moderno, que traz uma cara nova ao som do Stratovarius, mas sem nunca perder de vista as características que alçaram a banda para o topo do cenário do metal internacional. Não é uma cópia do passado, muito menos alguma aventura insana sem pé nem cabeça (vide o auto-intitulado de 2005); é um disco perfeitamente equilibrado, unindo muito bem a virtuose e a velocidade dos tempos áureos com coisas novas e muitíssimo interessantes.
A já conhecida 'Darkest Hours', mesmo sendo exatamente a mesma do EP, me soou ainda mais interessante. Ela não segue exatemente aquele padrão de música de abertura de disco de trabalhos anteriores, como por exemplo 'Hunting High and Low' (Infinite, 2000) ou 'Eagleheart' (Elements Pt I, 2003), curtas, super aceleradas e com forte apelo comercial. Dessa vez a música soa um pouco diferente disso, é menos rápida e com o refrão um pouco mais complexo, mas não menos empolgante. Temos virtuosidade, peso e alguns momentos de velocidade, porém é repleta de personalidade e carisma.
'Under Flaming Skies' por sua vez remete ao momentos dourados da época de Tolkki na banda. Mas mesmo assim tem cara própria, força e intensidade; ótimos riffs de Matias Kupiainen, que tem uma atuação tão satisfatória que não deixa a mínima saudade de Tolkki. 'Infernal Maze' é outra já conhecida, e que consegue misturar riff's velozes, bateria cavalgante e teclados melódicos típicos da banda com alguns outros riffs mais pesados e arrastados e algumas passagens até certo ponto sombrias. Ótima faixa.
A seguir vem 'Fairness Justified', que tem um bonito começo de piano, que ao lado do inconfundível timbre de Timmo Kotipelto dão um belíssimo clima para a canção, que a seguir cresce bastante, se tornando grandiosa e épica, com corais no refrão que rementem aos já citados clássicos “Infinite” e “Elements Pt I”. E o mais interessante de tudo na música: riffs que transbordam feeling. Agitada e com bastante pegada é 'The Game Never End's', que conta com mais uma ótima atuação de Jörg Michael nas baquetas. Em geral, pode parecer algo clichê, mas de alguma forma eu sinto que a forma como as partes de guitarras foram compostas tem uma cara completamente diferenciada. Pode ser só uma impressão minha, e se por acaso for fato, é um grande fato postivo!
'Lifetime In a Moment' segue mais ou menos a ideia de 'Fairness Justified', só que bem mais intensa; com grandiosidade, belo refrão e excelentes linhas de teclado. Mais um canção muito boa. Creio ser possível enquadrar 'Move the Mountain' como uma balada. E uma grande balada diga-se de passagem! Kotipelto só reintera porque é um dos melhores vocalistas da história, esbanjando feeling, carisma e técnica. Música bonita e tocante, contando com bela melodia de piano (e linhas de teclados quase psicodélicas), interpretação de Johansson, que se mostra bem mais do que simplesmente um tecladista que toca na velocidade da luz.
As vozes eletrônicas dos primeiros segundos de 'Event Horizons' nos levam para os momentos derradeiros do disco. Uma faixa bem característica, um prato cheio para quem tiver vontade de ouvir coisas que de fato são bem próximas do passado da banda. Não prima pela originalidade, mas é excepcional e impecável em sua execução. E pra fechar temos a maior peça já escrita pelo conjunto: 'Elysium' tem 18 minutos, com momentos épicos, de grandiosidade, de flertes progressivos e toda uma vasta gama de sonoridades que proporciona uma verdadeira epopéia musical. Uma faixa fabulosa, nem um pouco maçante e que cativa o ouvinte do início ao fim. Maneira mais que perfeita de terminar o disco!
Como questão de curiosidade, o termo Elysium significa Elísio em português, que por sua vez trata-se na mitologia grega como sendo uma forma de paraíso, onde a alma de pessoas dignas (artistas, filósofos, reis, etc...) descansavam em paz e alegria por toda a eternidade, ou poderiam voltar para o mundo, dependendo de suas escolhas. Atentando por cima as letras, pode-se notar que os temas das músicas podem ter muito a ver com essa ideia. Mas isso só mesmo será confirmado ou não quando você comprar o CD e acompanhar as letras, e é isso que eu recomendo para qualquer um que leia estas linhas, comprar o disco, pois vale muito a pena!
E o Stratovarius dá claros sinais de que pode se perpetuar muito bem sem a figura de Tolkki, com criatividade, entusiasmo e muito amor pela música.

01 - Darkest Hours
02 - Under Flaming Skies
03 - Infernal Maze
04 - Fairness Justified
05 - The Game Never Ends
06 - Lifetime In A Moment
07 - Move The Mountain
08 - Event Horizon
09 - Elysium


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 2009 - Polaris


Depois da saída do guitarrista Timo Tolkki, pairou no ar um grande mistério sobre o futuro do Stratovarius. As brigas nos últimos anos entre os membros, que discutem até hoje utilizando sites e fóruns, e o fracasso do álbum “Stratovarius”, lançado em 2005, também não ajudaram a trazer grandes esperanças para os fãs dos metaleiros finlandeses, e muitos já consideravam o grupo como terminado. Toda esta história confusa e cheia de reviravoltas permeia o lançamento de “Polaris”, 12º álbum de estúdio da banda, o primeiro sem Timo Tolkki nas guitarras e na composição das músicas.
De primeira a arte de capa já chama bastante atenção. Muito bem desenhada pelo artista Gyula Havancsák, com traços modernos e cheios de detalhes, bastante diferente das antigas artes do grupo, mostra uma banda nova, diferente e arrojada.
O álbum começa com a ótima música “Deep Unknown”, bastante para cima, com letra motivadora e um som que não assusta os fãs do bom e velho Strato, além de um forte refrão. Timo Kotipelto e Jörg Michael parecem estar em ótima forma, e o jovem Matias Kupiainen demonstra bastante confiança, fazendo um bom solo de guitarra.
Outra música do álbum que merece destaque é “King of Nothing”, composta por Johansson, que traz um som mais pesado e progressivo ao grupo. Destaque para a bateria de Jörg e os vocais de Kotipelto, que se sobressaem nesta canção. A música seguinte, “Blind”, também apresenta um som progressivo e bastante rápido, além de um ótimo solo.
“Forever is Today” e “Higher We Go” vem logo depois, trazendo mais uma vez o Power metal bastante característico do grupo. Esse, vale a pena ressaltar, é o ponto mais alto de “Polaris”, com a melodia da voz de Kotipelto de outros tempos e passagens rápidas de guitarra, além de ótimos refrãos e solos bastante marcantes.
No final do álbum, a velocidade cai e se abre para um som mais melódico e emotivo com “When Mountains Fall”, uma música acústica com um tom baixo e sons de violino, criando um clima triste e melancólico no fechamento.
No todo, “Polaris” é um bom CD, e respeita os clássicos lançados pela banda no decorrer da década de 90, além de um bom trabalho de conjunto. Os membros da banda parecem estar afiados e bastante confiantes, além de motivados para entregar aos fãs composições de qualidade que não deixam em nada a perder para os últimos lançamentos do Strato. Não pode ser comparado aos clássicos, mas está bem próximo, em termos de qualidade e composição, do álbum “Elements Pt. I” de 2002, e anos-luz a frente do derradeiro “Stratovarius”.
O novo Stratovarius ainda se mostra uma banda confusa, sem uma base formada, alternando entre músicas boas e ruins. O grupo tenta buscar uma cara, uma forma própria, porém com “Polaris” eles pelo menos demonstram estar no caminho correto.

01 - Deep Unknown
02 - Falling Star
03 - King Of Nothing
04 - Blind
05 - Winter Skies
06 - Forever Is Today
07 - Higher We Go
08 - Somehow Precious
09 - Emancipation Suite I - Dusk
10 - Emancipation Suite II - Dawn
11 - When Mountains Fall
12 - Deep Unknown (Mikko Raita Vinyl Mix)


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 2005 - Stratovarius


“Stratovarius” traz alguns diferenciais para os álbuns anteriores, que seguiam a mesma linha criada no excelente “Visions”. De cara “Maniac Dance” traz “riffs” sujos, os teclados de Jens Johansson bem ocultados e Timo Kotipelto cantando agressivamente e em tom baixo. “Fight!!!” periga de ser a melhor música já escrita pela banda, com uma levada rockeira contagiante e um refrão poderoso. O nível segue alto com “Just Carry On” e “Back To Madness”, englobando o heavy mais tradicional e o hard-rock ao estilo do Stratovarius, com extrema competência.
Este seria um dos melhores CD’s da banda não fossem as músicas seguintes. A exceção de “Gypsy in Me” (que nos remete ao “speed” metal de outrora), as demais músicas soam muito confusas. “The Land of Ice and Snow” é chata e cansativa, assim como a polêmica “Gotterdammrung (Zenith of Power)” e “United” seria bem melhor se fosse mais curta. A inconstância na composição, fruto dos problemas de Timo Tolkki parece ter pesado no resultado final do CD, que oscila entre altos muito altos e baixos bem baixos.
Mas não pensem que é um CD ruim. É bem melhor do que muita coisa que Tolkki e CIA. fizeram nos últimos anos, e nitidamente um CD de transição. Afinal, a banda está expandindo seus horizontes, e “Stratovarius” é um bom começo. O próximo CD, se a banda se mantiver unida, com certeza poderá ser o melhor de toda a carreira deste talentoso quintento. Os fãs vão adorar, e vale conferir.

01 - Manic Dance
02 - Fight!!!
03 - Just Carry On
04 - Back To Madness
05 - Gypsy In Me
06 - Gotterdammrung (Zenith of Power)
07 - The Land Of Ice And Snow
08 - Leave The Tribe
09 - United


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 2003 - Elements Part II


Depois de tantos boatos, especulações e dúvidas o Stratovarius sofreu seu maior golpe em muitos anos: o vocalista Timo Kotipelto e o baterista Jorg Michael deixaram a banda, por divergências com o guitarrista e líder Timo Tolkki. Alheio a todos estes problemas, “Elements Pt.2” é lançado, como já estava marcado desde a turnê que divulgou sua primeira parte.
Se o primeiro cd era bem previsível em termos de Stratovarius, este segundo não soa tão diferente, embora seja bem mais interessante e surpreendente que seu antecessor. E este cd ainda sai com a responsabilidade de ser o canto de cisne da melhor formação que o Stratovarius já teve.
Se antigamente todos os cd’s da banda abriam com uma música rápida e veloz, “Alpha & Omega” já vem mostrar que neste as coisas soam diferentes. Mais cadenciada e soturna, traz um Stratovarius apostando no peso e melodia, com Kotipelto arrasando como sempre. “I Walk to My Own Song” contudo nos traz a realidade: a banda continua apostando na fórmula que a consagrou: os fortes vocais de Kotipelto aliados a guitarra de Tolkki e os teclados de Jens Johansson sempre presentes. O mesmo se repete em “I’m Still Alive” (que poderia ser comparada facilmente a “Speed of Light”). As diferenças começam a aparecer em músicas como “Awaken the Giant” (com sua levada mais cadenciada ditada pela batida forte de Jorg Michael) e na linda balada “Luminous” (que tem um acento pop estiloso e um Kotipelto cantando horrores como sempre).
O que podemos concluir de “Elements Pt.2” é que o Stratovarius ainda usa os elementos que o consagraram, mas que neste cd resolveu ousar em mais momentos, como podemos conferir na bela “Dreamweaver” (quase um heavy-hard) e na bela “Liberty” (menos agressiva, mais lenta e muito bem feita). De fato, um cd aonde existem diferenciais.
É uma pena que este line-up não venha a gravar de novo (por enquanto), pois finalmente podemos dizer que (caso ainda estivesse reunida) a banda apontava para novos horizontes com bastante competência e qualidade. Resta ver o que o futuro (e Mr. Tolkki) reserva para o Stratovarius.

01 - Alpha & Omega
02 - Walk To My Own Song
03 - I'm Still Alive
04 - Season Of Faith's Perfection
05 - Awaken The Gigant
06 - Know The Diference
07 - Luminous
08 - Dreamweaver
09 - Liberty


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 2002 - Elements Part I


Para o Stratovarius cabe muito bem aquela frase: “ame-o ou deixe-o”. É melódico! Melódico extremado! Suas músicas são belíssimas para alguns, mas enjoativas para outros. A voz adocicada de Timo Koltipeto e a velocidade do instrumental marcam a banda.
Pois bem, depois de três anos parado, esse quinteto finlandês retorna após o lançamento de Infinite, seu último álbum. Timo Koltipeto e Timo Tolkki (guitarra) aproveitaram as “férias” para lançarem trabalhos solos, enquanto que sua gravadora, Nuclear Blast, lançava a coletânea Intermission.
O forte da banda é a perfeição na melodia vocal. Poucas bandas conseguem lhe colocar tanta beleza e força. São refrões extremamente empolgantes. E Elements Part 1 não é diferente. Começa com “Eagleheart” que se inicia com um pequeno solo do tecladista Jeans Johansson e segue com a tradicional estrutura: introdução, ponte, refrão, este melodicamente lindo. Fala do glorioso coração de águia que voa até o sol, mais alto que as montanhas e planando em fogo.
“Soul of a Vagabond” começa com um guitarra pesada. Logo depois a bateria e o teclado dão ênfase ao peso. O vocal entra junto à cozinha da banda (N.R. cozinha: baixo e bateria). Koltipeto canta adocicadamente. Por pouco tempo, já que um refrão bem pesado dá continuação à música. Um coral de vozes enchem a música cantando junto ao vocal no refrão. Tolkki dá seu show e coloca em seu solo sua marca: a velocidade. A música faz uma pequena união com a que se segue...
... esta é a música do álbum com mais cara der Stratovarius. Um riff de guitarra ao estilo Tolkki e a bateria bem speed introduzem a música. O teclado aparece numa melodia rápida e Jari Kanulainen fraseia seu baixo velozmente. A música segue reta e bem speed metal. É super para cima e Koltipeto solta sua potente voz. Guitarra e teclado duelam no solo É o tipo de música que arrepia!
A quarta música é “Fantasia”. Começa bem engraçadinha com um teclado que chega a lembrar as influência regionais do Angra. É uma música lenta. Fala da fantasia que acaba com os problemas e de um mundo sem guerra, armas e religiões. Depois da lentidão, se transforma e fica bem rápida brevemente, voltando à lentidão do refrão. Bela música.
“Learning to Fly” também é speed metal. Fala do aprendizado e da liberdade de voar. A música também é bem para cima, tendo a tradicional “subida de tom” ao final, característica marcante no melódico.
Uma voz lírica feminina introduz a sexta música do álbum: Papillon. Junto a um teclado simulando órgão, dá-lhe características barroca. Koltipeto extravasa a voz no refrão. Flautas aparecem de fundo a um coral belíssimo. Um violão sola subitamente. O refrão é ressaltado com um poderoso vocal. A música tem cara de passagem no CD e é diferente das outras. A voz feminina volta para encerrá-la.
“Stratofortress” é instrumental. Inicia-se com um riff de guitarra e segue-se inteiramente entre solos rapidíssimos de guitarra, teclado e baixo. É meio chatinha porquê torna-se repetitiva, mas é boa para os fissurados em velocidade instrumental. No final, tentou-se dar um toque progressivo à música que não deu muito certo. Poderia ser mais trabalhada.
“Elements” é a música mais longa do CD, tendo doze minutos. É a mais trabalhada e uma das melhores do álbum. Começa com um coral citando os elementos da natureza. Depois um instrumental dá a sensação de grandiosidade, explorando-se os graves na bateria e o teclado reverberados (com eco) e com um riff bem marcante na guitarra. Koltipeto entra junto a um violão dedilhado, mas logo a sensação de grandiosidade volta à música. A música lembra um pouco Nigthtwish em seu instrumental. Depois a guitarra ficas meio hard rock, mas logo volta-se ao metal. Muito bom! Depois órgão, flauta e violão ficam a sós. Há um solo de teclado e Koltipeto retorna. O conjunto de todos os instrumentos, com os corais e o vocal ficaram muito bem colocados. Ótima música!
Finalmente, uma belíssima balada encerra o álbum. “A Drop in the Ocean” começa com o som de ondas do mar e fala da busca pelo significado da vida. A música rola sem bateria, sempre com teclado, violão e vocal. Assim como começou, acaba com o som do mar, com direito a gaivota. A praia ainda rola por dois minutos, encerrando o CD.
Koltipeto continua com sua afinadíssima e bela voz. Já Timo Tolkki não está tão bem. Os riffs que caracterizaram o Stratovarius esgotaram-se e seus solos não estão tão trabalhados e criativos como em outras épocas, usando somente velocidade. Jari Kanulainen só aparece em frases rápidas, como já é clássico em melódico o baixo não aparecer muito. Mas o teclado está muito bom. Com solos bem colocados e efeitos muito bem usados, Johansson se destaca em criatividade. A batera continua reta, como sempre, sem muito destaque.
Uma coisa a ser notada desde o single Hunting High and Low é a escassez de solos de guitarra nas músicas, o que é algo costumeiro em melódicos. A capa trás um ser de forma humana metade fogo metade água saindo do oceano e acima um arco-íris em forma circular ao redor do símbolo da banda. Bela capa.

01 - Eagleheart
02 - Soul Of A Vagabond
03 - Find Your Own Voice
04 - Fantasia
05 - Learning To Fly
06 - Papillon
07 - Stratofortress
08 - Elements
09 - A Drop In The Ocean
10 - Run Away


Link nos Comentários
Link on Comments

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Stratovarius 2001 - Intermission


Intermission é um álbum compilação, pela finlandesa Stratovarius poder banda de metal. Este álbum é compilado de covers, ao vivo e faixas bônus, e quatro músicas novas.

01 - Will My Soul Ever Rest In Peace
02 - Falling Into Fantasy
03 - The Curtains Are Falling
04 - Requiem
05 - Bloodstone
06 - Kill The King
07 - I Surrender (Live)
08 - Keep The Flame
09 - Why Are We Here
10 - What Can I Say
11 - Dream With Me
12 - When The Night Meets The Day
13 - It's A Mystery
14 - Cold Winter Nights
15 - Hunting High And Low


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 2000 - Infinite


nfinite é o 8o. álbum da banda finlandesa de metal melódico, lançado em 2000. A gravadora Nuclear Blast está relançando-o no Brasil. Tivemos a oportunidade de assistir apresentações da banda em nosso país durante a turnê deste álbum.
O álbum começa a impressionar pela capa. Uma pequena obra-prima do mestre Derek Riggs (Iron Maiden). Ao começar a ouvir o cd, a boa impressão continua, com uma produção soberba (este foi o primeiro álbum com essa gravadora, que não economizou em nada) e 2 músicas empolgantes abrindo: Hunting High & Low, um metal melódico cadenciado e de linhas melódicas cativantes, e a pesadísima Millennium. Porém, a partir daí o álbum cai no mesmo pecado que a banda vem cometendo desde o álbum Episode, a autorepetição. Dois bumbos ultravelozes pra todo lado, solos à velocidade da luz, linhas vocais pegasojas... É inegável o talento técnico de todos os integrantes da banda (com destaque para Timo Kotipelto, que consegue não ser chato como a maioria dos vocalistas do estilo), porém a coisa consegue atrair mais a atenção do ouvinte quando a banda procura usar todo esse talento em função de boas composições, usando um andamento mais cadenciado, e colocando alguns raros riffs... como em Mother Gaia, uma pequena preciosidade no meio da pouca inspiração da maior parte do álbum.
No final, chega-se a conclusão que quem não gosta, vai continuar não gostando, e quem gosta não vai chegar a se decepcionar. Indicado para os fãs da banda ou os fanáticos por Heavy Melódico.

01 - Hunting High And Low
02 - Millennium
03 - Mother Gaia
04 - Phoenix
05 - Glory Of The World
06 - A Million Light Years Away
07 - Freedom
08 - Infinity
09 - Celestial Dream
10 - Why Are We Here
11 - It's A Mystery


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 1998 - Destiny


Destiny é outro grande trabalho dos cinco componentes da máquinha conhecida como Stratovarius que, durante toda a sua carreira musical, tem dado um toque de excelência ao gênero conhecido como Power Metal, através de músicas com melodia e incríveis refrães. E neste álbum o que não falta são estes dois elementos.
Este álbum detona de principio ao fim e seus músicos dão uma aula de perfeição, desde Timo Kotipelto e seu vocal poderosos até Jarí com seu baixo como se fosse uma segunda guitarra, passando pelos teclados de Johansson, no seu melhor nível, e pela bateria de Jörg, tão poderosa como sempre. E obviamente não podemos esquecer de Timo Tolkki e seus poderosos solos, uma combinação interessante entre Malsteen e Hansen.
Deste álbum já podem ser considerados clássicos: “Destiny”, mais de 10 minutos duma bela epopéia dominada por uma cativante melodia principal, uma verdadeira obra prima; “No Turning Back”, um passeio em alta velocidade, com estupendos riffs de Timo Tolkki e a bateria avassaladora de Jörg; “4000 Rainy Nights”, ima das melhores baladas de Stratovarius, onde Kotipelto rouba o protagonismo com a sua incrível voz; “Playing with Fire”, um conjunto de riffs empolgantes que não nos lembra os anos 80; “Anthem of the World”, com uma fantástica introdução orquestral; “Cold Winter Nights”, um excelente mid-tempo, com riffs y solos impressionantes, fechando com chave de ouro esta fantástica obra-mestre do gênero.
Destiny mostra às novas e futuras bandas como se executa o verdadeiro Power Metal.

01 - Destiny
02 - S.O.S
03 - No Turning Back
04 - 4000 Rainy Nights
05 - Rebel
06 - Years Go By
07 - Playing With Fire
08 - Venus In The Morning
09 - Anthem Of The World
10 - Cold Winter Nights


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 1998 - Visions Of Europe


Visions Of Europe é um álbum que é uma espécie de especial para mim, e não sozinho, já que uma grande parte dela foi gravada, na Grécia. Mas enfim, vamos falar do álbum em si. Primeiro de tudo, foi um grande impulso para o Stratovarius para lançar seu primeiro álbum ao vivo. Eles estavam no auge de sua popularidade devido ao seu último LP, visões que tinha conseguido um grande número de vendas e foi adorado pelos fãs, especialmente os europeus que estão mais próximos ao poder / speed metal e bandas do estilo.
Este disco duplo é registrado em Atenas (Grécia Hail!) E Milan. As canções que escolheu para colocar no disco são da quarta dimensão e depois, os álbuns. O que significa que você não ouvirá Chasing Shadows, não Shattered e muitos mais. Parece que eles estão tentando apagar o período em que foi Timo Tolkki nos vocais. Eu não consigo ver um ponto em que isso. A produção é muito bom, e viver a sensação inesperada satisfação que o público participa com grande energia em muitas das canções.
Eu nunca fui muito grande fã de Stratovarius, mas suas habilidades artísticas e sua capacidade de compor cativantes são um dado adquirido. Isso significa que, na maioria dos seus shows, as músicas aqui são muito bem realizadas deixando espaço para comentários apenas sobre a composição de lado / fé da banda.
É muito difícil destacar alguma música. Como qualquer álbum ao vivo, é uma compilação das suas melhores faixas, a partir do segundo período da banda, eu digo novamente. Todos os hinos do metal estão aqui. Forever Free, Pai do Tempo, o meu favorito, contra o vento e muito mais. Timo Kotipelto, todos admitem, é um cantor fantástico, com tremendas habilidades e ele prova isso em cada música. Ele também sabe como se comunicar com o público, dando-lhes a oportunidade de cantar e se divertir, que é muito importante. Geralmente, a banda é a forma perfeita.
A única falha é pequena a pouco tempo, o duelo entre o solo de guitarra e os teclados. É uma necessidade para Tolkki para nos mostrar o quão bom ele é um guitarrista. E uma vez inútil solo de bateria também. Se você está entediado, pule o Santo Solos faixa no CD.
Bem, isso é muito bonito o que eu tenho a dizer. Stratovarius ter sido verdade para seus fãs e de todos nós, com uma muito boa ao vivo (parece haver nenhum estúdio merda) álbum, representante da intensidade e poder, criam em seus concertos. Eu sugiro que você dê a ele uma escuta se você tiver a chance.

Disco I

01 - Intro
02 - Forever Free
03 - Kiss Of Judas
04 - Father Time
05 - Distant Skies
06 - Season Of Change
07 - Speed Of Light
08 - Twilight Symphony
09 - Holy Solos

Disco II

01 - Visions
02 - Will The Sun Rise
03 - Forever
04 - Black Diamond
05 - Against The Wind
06 - Paradise
07 - Legions


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 1997 - Visions


Em 1997 a banda lançou um novo disco, Visions. A tour foi grande e englobou vários países, como EUA, Dinamarca, Grécia, Japão, Alemanha, Finlândia, Suíça, Suécia, Inglaterra e Brasil. Desta tour saiu Visions of Europe, que se trata de um CD duplo ao vivo, e traz músicas antigas mescladas às que foram sucesso absoluto do álbum Visions.
Com certeza esse foi e sempre será o melhor cd do Stratovarius para a maioria dos fãs e críticos, talvez Black Diamond seja a música mais famosa da banda em toda a carreira. Recomendo a todos!

01 - The Kiss Of Judas
02 - Black Diamond
03 - Forever Free
04 - Before The Winter
05 - Legions
06 - The Abyss Of Your Eyes
07 - Holy Light
08 - Paradise
09 - Coming Home
10 - Visions (Southern Cross)


Link nos Comentários
Link on Comments

terça-feira, 26 de abril de 2011

Stratovarius 1996 - Episode


Originalmente lançado em 1996, seu quinto lançamento foi um greatsuccess para estes mestres do metal melódico. Pela primeira vez, o coro e uma orquestra sinfônica se apresenta a sua música eo efeito é surpreendente.
Episode é realmente um grande passo para o Stratovarius. É o álbum em que finalmente chegou o som que iria durar por anos. Assim, tudo parece estar tudo bem, exceto pelo fato de que o Episode não funciona tão bem como um todo. Há hits perfeito como "Father Time", "Will The Sun Rise", e "Speed ​​of Light", mas o resto do material falha na comparação, como é não é tão cativante e bem juntos. Mas, apesar dessas pequenas faltas, Episode é muito agradável. Cada membro do Stratovarius é um virtuose de seu instrumento, e desde Fourth Dimension eles jogaram muito bem juntos. A melhor coisa, no entanto, é o som diversificado, que compensa a falta de boas canções. Então, se você gostou dos últimos dois álbuns do Stratovarius, você vai adorar Episode.

01 - Father Time
02 - Will The Sun Rise
03 - Eternity
04 - Episode
05 - Speed Of Light
06 - Uncertainty
07 - Season Of Change
08 - Stratosphere
09 - Babylon
10 - Tomorrow
11 - Night Time Eclipse
12 - Forever


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 1995 - Fourth Dimension


Novo material foi escrito na primavera de 1994 e a banda entrou em estúdio. Então Timo Tolkki decidiu que seus dias de cantor estavam acabados e que banda precisava procurar um novo vocalista. Timo Kotipelto recebeu um telefonema de Timo Tolkki e após uma audição Timo Kotipelto torna-se o vocalista do Stratovarius.
A nova fase de Timo pode ser ouvida no quarto lançamento da banda, Fourth Dimension. A banda fez uma turnê tocando em shows por toda a Alemanha, Suíça, Países Baixos, Finlândia, Grécia e Japão. Após todas essas turnês, Tuomo Lassila e Antti Ikonen, os membros de mais tempo na banda quiseram sair, pois não podiam tocar o material desenvolvido por Timo Tolkki. Entraram então para substituí-los o novo baterista Jörg Michael, da Alemanha, que anteriormente tocara com o Running Wild e Mekong Delta e o novo tecladista Jens Johansson, que tocara com Dio e Yngwie Malmsteen.

01 - Against The Wind
02 - Distant Skies
03 - Galaxies
04 - Winter
05 - Stratovarius
06 - Lord Of The Wasteland
07 - 030366
08 - Nightfall
09 - We Hold The Key
10 - Twilight Symphony
11 - Call Of The Wilderness


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 1994 - Dreamspace


O terceiro álbum, Dreamspace, teve lançamento mundial no início de 1994, e já contava com a presença de Jari Kainulainen como baixista. Foram feitos neste ano concertos em Tokio, Osaka e Nagoya.

01 - Chasing Shadows
02 - 4th Reich
03 - Eyes Of The World
04 - Hold On To Your Dreams
05 - Magic Carpet Ride
06 - We Are The Future
07 - Tears Of Ice
08 - Dreamspace
09 - Reign Of Terror
10 - Thin Ice
11 - Atlantis
12 - Abyss
13 - Shattered
14 - Wings Of Tomorrow


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 1992 - Twilight Time


O Baixista Jyrki Lentonen deixa a banda dando lugar a Jari Behm e em 1990 novo material era escrito. Porém a CBS já não tinha interesse em lançar o novo material, o que forçou o Stratovarius a financiar as suas próprias gravações sem nenhum contrato. Desta maneira foi lançado Stratovarius II, no início de 1992, na Finlândia.
Muitas fitas foram enviadas pelo mundo todo, e a Shark Records quis assinar com a banda, depois de escutar a canção "Hands of Time". Stratovarius II foi lançado com uma nova capa e um novo nome, Twilight Time, no fim de 1992 em toda a Europa e Japão.

01 - Break The Ice
02 - The Hands Of Time
03 - Madness Strikes At Midnight
04 - Metal Frenzy
05 - Twilight Time
06 - The Hills Have Eyes
07 - Out Of The Shadows
08 - Lead Us Into The Light


Link nos Comentários
Link on Comments

Stratovarius 1989 - Fright Night


Em 1984 foi criada na Finlândia, mais especificamente na cidade de Helsinque (famosa por ser a origem de muitas bandas de heavy metal), a banda Black Water. Formada por 3 amantes de Black Sabbath: Tuomo Lassila, baterista e vocalista; John Vihervã, baixista e Staffan Strahlman, guitarrista.
A banda iniciante começou fazendo apresentações de cover de outras bandas mais famosas, principalmente do Black Sabbath, da qual retiravam inspiração para suas primeiras canções e rifts próprios. John Vihervã deixou a banda. Seu vago lugar foi ocupado pelo desconhecido Jyrki Lentonen.
No ano seguinte, a banda adota o nome que iria imortalizar, Stratovarius, que segundo Tuomo Lassila é uma mistura do modelo Stratocaster da Fender com a famosíssima marca de violinos Stradivarius. Ao mesmo tempo ocorre a troca do guitarrista com a saída de Staffan e entrada Timo Tolkki. Ele passou a ocupar também o cargo de vocalista, já que Tuomo estava sofrendo para tocar bateria e ainda cantar. Tolkki trouxe também a banda uma influência de música clássica e heavy metal melódico, que na época era uma coisa nova.
A banda fez algumas demos que foram enviadas a várias gravadoras na Finlândia, e a CBS Finland os procurou para um contrato. Um novo tecladista de nome Antti Ikonen entrou para o grupo e com essa formação o Stratovarius gravou o seu primeiro single com "Future Shock" e "Witch Hunt", em 1988. Em 1989 outro single denominado "Black Night" e "Night Screamer", e finalmente, o álbum de estréia Fright Night.

01 - Future Shock
02 - False Messiah
03 - Black Night
04 - Witch - Hunt
05 - Fire Dance
06 - Fright Night
07 - Night Screamer
08 - Darkness
09 - Goodbye


Link nos Comentários
Link on Comments

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Genius 2007 - Episode III (The Final Surprise)


O gênio é uma trilogia de ópera rock, que incluirá um total de 33 músicas (11 para cada episódio).
Mesmo se a duração total da ópera é de cerca de 4 horas de música para 3 CD, o storyconcept todo refere-se a um sonho experimentado pelo gênio do personagem principal ", que dura apenas 10 minutos!
Sabe-se que os sonhos são muitas vezes criando um efeito de estiramento tempo em nossas mentes, de modo que a 10 minutos de sonho tempo pode ser lembrado como um longo dia de história.
De facto, estes 10 minutos de sonho Genius 'tem sido descrita em 4 horas de música!
Mas não estamos falando de um sonho normal como todos os seres humanos sempre sentiram.
Neste Genius 10 minutos vai longe demais e descobre pela primeira vez todos os segredos da criação humana é sonho.

01 - Toy Warehouse
02 - No More Changes
03 - Save Me From My Destiny
04 - Alive And Safe
05 - Jump Off This Train
06 - Let Me Live
07 - Inside These Memories
08 - I Die
09 - Back To Life Again
10 - Dream In Liberty
11 - The Final Surprise



Link nos Comentários
Link on Comments

Genius 2004 - Episode II (In Search Of The Little Prince)


As cortinas são levantadas e um coro de vozes anuncia o personagem principal da história, é assim que começa a segunda parte da saga de Genius. Em alguns momentos me vêm à cabeça a imagem de algum musical da Broadway, em outras, alguma sátira dos Simpsons a essa tradição americana.
O estilo de compor do cabeça por trás do projeto, Daniele Liverani, continua o mesmo. Todas as faixas têm a mesma estrutura da primeira parte da trilogia. De cara dá para sacar que foram compostas por ele. Logo, nesse caso, você não vai ter nenhuma surpresa. Os coros e diálogos, como se fosse mesmo um musical encenado; o teclado, o modo de tocar guitarra, a mistura de faixas mais rápidas com outras mais lentas, os solos, e etc, não trazem nada de novo quanto à forma, mas o conteúdo deu sim uma mudada.
In Search of the Little Prince tem composições bem mais pesadas, as baladas e faixas com andamento mais cadenciado, apesar de ainda estarem presentes, tiveram suas aparições podadas, o que é um alívio, pois encarar mesmo que 3 minutos de "melosidade" acompanhada por teclado e guitarra limpa não é para qualquer um. Tanto que o álbum contém somente duas baladas: "Playing in their Dreams", com a presença do Edu Falaschi, e To Be Free, cantada por Liv Kristine. Nem precisa dizer que ouvir uma balada com a Liv é bem melhor do que uma com o Edu, não é?
Ainda falando das composições, elas ainda continuam com uma influência progressiva: ritmo descompassado e muitos solos; embora sem muito peso, como acontece na faixa All My Fault. Outro destaque é Valley, que guarda um ritmo que chega até a lembrar um blues, só que com guitarras mais pesadas, e um coro com vozes de tudo quanto é tipo, que ficou no mínimo original.
A participação de Russel Allen (Symphony X) na abertura He Will Die é outro ponto que merece destaque. Não somente pela presença de sua voz forte e marcante, mas também por essa, em mais de 9 minutos, ser uma faixa que empolga do início ao fim. Outra presença muito boa é a do Rob Tyrant (Labyrinth), que pode até não ter uma voz potente, mas que deixa sua marca na intrincada Beware.
Recomendado para quem curte um Metal Melódico bem tocado, mas que não exagera tanto ao mostrar e técnica individual quanto uma banda de Prog. Vale ressaltar também que fica bem melhor apreciar In Search of the Little Prince acompanhando as letras das músicas.

01 - He Will Die
02 - Plying In Their Dreams
03 - He Won't Escape
04 - Valley
05 - Beware
06 - My Dear Son
07 - What He Has To Say
08 - All My Fault
09 - To Be Free
10 - Fight Again
11 - Far Away From Here



Link nos Comentários
Link on Comments

Genius 2002 - Episode I (A Human Into Dreams' World)


E a enxurrada de Óperas Rock/Metal não pára. Se você gosta do estilo Avantasia e Missa Mercúria, certamente não vai deixar de ter Genius - A Rock Opera na coleção.
Deixando você por dentro do que acontece nela: a história dessa Opera Rock é sobre um garoto (Genius) que consegue entrar na terra onde os sonhos são gerados e encontra o seu espírito irmão (Twin Spirit n32) que coordena os seus sonhos. Na verdade a terra dos sonhos onde Genius consegue entrar está cheia de Twin Spirits, mas lá só poderia haver esse tipo de ser, coisa que o garoto não era. Ao final dessa primeira parte da história (essa Ópera ainda terá mais duas partes) descobrem que Genius é um humano e prendem o chefe que comanda essa terra de Twin Spirits. O restante da saga de Genius somente nos próximos episódios.
Capitaneado pelo guitarrista Daniele Liverani, Genius conta com a participação de muitos medalhões da música internacional, reforçados jovens revelações do Metal/Rock. Pelo lado veterano do elenco temos John Wetton (Ásia), Steve Walsh (Kansas), Joe Vana (Mecca), Mark Boals (Ring of Fire), Midnight (Crimson Glory) e Chris Boltendahl (Grave Digger). Já pelo lado revelação tem a excelente vocalista Lana Lane e Daniel Gildenlow (Pain of Salvation), além, é lógico, do próprio Liverani e do batera Dario Ciccioni.
Não é uma surpresa que Liverani tenha convidado vocalistas da área progressiva. O trabalho instrumental de Genius engloba muito desse estilo. Seu modo de tocar guitarra e teclado é quase sempre intrincado, e há várias passagens bem virtuosas ao longo do CD.
Ao contrário do que acontece na maioria das Óperas Metal, o principal fator de sucesso dessa não é a participação dos convidados. Quanto mais conhecido o convidado mais o CD vai vender como guarda-chuva em tempestade. Nem precisa ser um álbum instrumentalmente bom, o que basta é saber quem está cantando. Esse não é o caso de Genius. Na verdade o que prevalece mesmo aqui é o instrumental, já que a participação dos vocalistas recrutados, em alguns casos deixa a desejar. O melhor desempenho é da única mulher do grupo. A interpretação de Lana Lane em The Right Place é excepcional. Outro destaque fica por conta daquele que interpreta o personagem principal: Mark Boals. Tendo em vista que ele cantou muito bem mesmo nesse álbum, a percepção de que a sua banda Ring of Fire é instrumentalmente muito fraca fica mais clara (apesar dela conter músicos de renome).
Destaques para a veloz e bem progressiva Paradox, que além disso conta com diálogos entre Mark Boals e Daniel Gildeon na velocidade da música; Without me Today, que abre meio lenta mas que vai ganhando força com o tempo, contendu variações interessantes e coros fortes; There´s a Human, onde a velocidade e vocais bem agressivos de Oliver Hartman são os pontos fortes e Terminate, outra bem agressiva e que conta com a participação do andrógeno Midnight e vocais cheios de efeitos. As outras faixas são somente medianas. Nelas os riffs perdem o brilho e os diálogos são repetivivos, como em My Pride, aonde a conversa entre Steve Walsh e John Wetton chega até a ser cômica.
Genius - A Rock Opera é uma boa opção para quem curte mais a parte instrumental do que a participação de ilustres convidados em Óperas Rock/Metal.

01 - Without Me Today
02 - The Right Place
03 - Paradox
04 - The Glory Of Our Land
05 - All Of Your Acts
06 - Dreams
07 - My Pride
08 - There's A Human
09 - Father
10 - Terminate
11 - I'm Afraid



Link nos Comentários
Link on Comments

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Symphony X 2007 - Paradise Lost


Romeo é o grande destaque do disco. No posto de compositor e produtor, parece que ele aproveitou a chance para aumentar alguns pontinhos no volume de sua guitarra, que ficou totalmente na cara – e isto é uma qualidade do disco! Mesmo assim, os outros instrumentos e, é claro, a voz do sempre efetivo Russel Allen, não saíram perdendo.
São dez faixas (1 hora de som) de um Symphony X renovado, com garra e energia de sobra, além de muita criatividade e talento no instrumental, com direito a toda a virtuose que esta vertente metálica requer. Destaques? Tudo, partindo da arte gráfica. Da introdução épica “Oculus Ex Inferni” ao encerramento em “Revelation”, com seus quase dez minutos e sonoridades muito interessantes, diferentes do usual. No meio disso, shows de todo o quinteto.
Allen faz de tudo. Em sons como “Set The World on Fire” – pesada, mas com um refrão cheio de melodia, na medida - e na totalmente agressiva “Domination” – à la Malmsteen – ele liga o “overdrive” e faz vocais bem rasgados. “Serpent’s Kiss” é sua prova como um dos melhores vocalistas: varia entre graves e agudos, interpreta e mostra não ser apenas mais um, mesmo que sua pegada seja bem oitentista. E, nas baladas, mais show. Primeiro na bela faixa-título, que é bem diferente de uma balada comum, sem apelações, e também em “The Sacrifice”.
Já o tecladista Michael Pinella é ponto fundamental nesta química, por ajudar no peso e contribuir em grande parte do clima bem mais grandioso conseguido com este novo trabalho. Nisso incluem-se a já citada “Revelation” e a épica “Seven”. Vale notar que a banda não fugiu dos riscos e apresenta momentos bem diferentes e criativos, como no meio de “Domination”, que tem grande trabalho da cozinha formada por Michael LePond, no baixo, e Jason Rullo, na bateria. E a dupla segura tudo nesta uma hora de CD.
Romeo não precisa de muitos comentários. Além de assinar quase tudo, tem um estilo nas seis cordas que é reconhecível rapidamente e conseguiu aliar sua já recorrente virtuosidade, de músicas como “Eve of Seduction”, ao peso que entremeia todo o disco.
Resumidamente, “Paradise Lost” é daqueles CDs que a única coisa possível é recomendar: Ouça agora!

01 - Oculus Ex Inferni
02 - Set The World On Fire (The Lie Of Lies)
03 - Domination
04 - The Serpent Kiss
05 - Paradise Lost
06 - Eve Seduction
07 - The Walls Of Babylon
08 - Seven
09 - The Sacrifice
10 - Revelation (Divus Pennae Ex Tragoedia)



Link nos Comentários
Link on Comments

Symphony X 2002 - The Odyssey


Quem acompanha esse quinteto norte americano desde os primórdios de sua existencia, conhece a qualidade de seu trabalho. Pegamos o album "The Divine Wings of Tragedy" e nos perguntamos... o que eles têm ainda a oferecer? Talvez melhoras tecnicas em estudio e nas gravações... mas só. Lenda!! O album "V" chegou arrebentando e quebrando todas as expectativas possiveis. E novamente surgiu a pergunta: É possivel melhorar?
Durante o periodo entre o album "V" e o "The Odyssey" fiquei torcendo ao máximo para que o Symphony X nao deixasse a bola cair. Finalmente, estava eu à toa na internet e vejo uma mensagem no irc: "Nova musica do Symphony X disponível para download no site oficial". Meus olhos saltaram e abri meu internet explorer o mais rapido possivel... e lá estava "King of Terrors" disponível para download.
E pronto. Puxei-a. Indescritível foi a emoção que tive ao escutá-la. A musica começa do jeito que eu gosto: riffs pesados e diretos detonando um clima quase horrorizante. "Sir" Russel Allen entra como nunca, com um vocal mais grave e cheio de ira... a esta altura do campeonato meus olhos já lacrimejavam e eu gritava como um retardado em frente ao computador: "QUE PORRA É ESSA??!"
Mal eu sabia o que tinha pela frente... tive mais tarde a oportunidade de escutar o cd por inteiro e o alívio de perceber que eles quebraram todas as minhas expectativas.
Faixas como "Wicked" e "Incantations of the Apprentice" podem deixar qualquer um louco. Se voce estiver perto de uma janela, nao escute estas músicas. Sério.
Na maioria dos cds do symphony, eu sempre percebi a guitarra de Michael Romeo lado a lado com o teclado de Pinella. Neste cd, Michael Romeo está bem mais exposto , agressivo e direto. Mas, o destaque mesmo fica com um monstrinho chamado Jason Rullo. O garoto melhorou bastante e podemos ouvir claramente sua bateria, que casa perfeitamente com a guitarra de Michael Romeo nas musicas, deixando-as mais pesadas ainda. Com o mesmo destaque temos "Sir" Russel Allen, em mais uma interpretação perfeita, digna de um "Sir". O seu dinamismo, força e técnica o tornam um dos melhores vocalistas dentro do metal na atualidade. Ele consegue nos deixar alegres, tristes ou com raiva durante este cd.
Ainda pensando em como eles conseguiram o feito de fazer mais um cd nota 10, quase esqueço de comentar sobre a faixa título, "The Odyssey". Muitas bandas se perdem quando fazem musicas com mais de 7 ou 8 minutos. Mas o Symphony X é uma dessas bandas "anormais" que conseguem fazer com que uma musica de 24 minutos e 7 segundos passe como se fosse uma musica de 7 minutos! Sem duvida "The Odyssey" é uma musica simplesmente fenomenal.
Mas fica no ar a pergunta: Será que "The Odyssey" desbancou o classico "The Divine Wings of Tragedy"? É uma pergunta que eu realmente não me arriscaria a responder, a não ser que quisesse levar pedradas! Mas...Se tem um CD que é OBRIGATÓRIO para os amantes do bom heavy metal, e principalmente os amantes do prog metal, é este.

01 - Inferno (Unleash The Fire)
02 - Wicked
03 - Incantations Of The Apprentice
04 - Accolade II
05 - Kings Of Terrors
06 - The Turning
07 - Awakenings
08 - The Odyssey
09 - Masquerade '98
10 - Frontiers (Japan Bonus Track)




Link nos Comentários
Link on Comments