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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Symphony X 2007 - Paradise Lost


Romeo é o grande destaque do disco. No posto de compositor e produtor, parece que ele aproveitou a chance para aumentar alguns pontinhos no volume de sua guitarra, que ficou totalmente na cara – e isto é uma qualidade do disco! Mesmo assim, os outros instrumentos e, é claro, a voz do sempre efetivo Russel Allen, não saíram perdendo.
São dez faixas (1 hora de som) de um Symphony X renovado, com garra e energia de sobra, além de muita criatividade e talento no instrumental, com direito a toda a virtuose que esta vertente metálica requer. Destaques? Tudo, partindo da arte gráfica. Da introdução épica “Oculus Ex Inferni” ao encerramento em “Revelation”, com seus quase dez minutos e sonoridades muito interessantes, diferentes do usual. No meio disso, shows de todo o quinteto.
Allen faz de tudo. Em sons como “Set The World on Fire” – pesada, mas com um refrão cheio de melodia, na medida - e na totalmente agressiva “Domination” – à la Malmsteen – ele liga o “overdrive” e faz vocais bem rasgados. “Serpent’s Kiss” é sua prova como um dos melhores vocalistas: varia entre graves e agudos, interpreta e mostra não ser apenas mais um, mesmo que sua pegada seja bem oitentista. E, nas baladas, mais show. Primeiro na bela faixa-título, que é bem diferente de uma balada comum, sem apelações, e também em “The Sacrifice”.
Já o tecladista Michael Pinella é ponto fundamental nesta química, por ajudar no peso e contribuir em grande parte do clima bem mais grandioso conseguido com este novo trabalho. Nisso incluem-se a já citada “Revelation” e a épica “Seven”. Vale notar que a banda não fugiu dos riscos e apresenta momentos bem diferentes e criativos, como no meio de “Domination”, que tem grande trabalho da cozinha formada por Michael LePond, no baixo, e Jason Rullo, na bateria. E a dupla segura tudo nesta uma hora de CD.
Romeo não precisa de muitos comentários. Além de assinar quase tudo, tem um estilo nas seis cordas que é reconhecível rapidamente e conseguiu aliar sua já recorrente virtuosidade, de músicas como “Eve of Seduction”, ao peso que entremeia todo o disco.
Resumidamente, “Paradise Lost” é daqueles CDs que a única coisa possível é recomendar: Ouça agora!

01 - Oculus Ex Inferni
02 - Set The World On Fire (The Lie Of Lies)
03 - Domination
04 - The Serpent Kiss
05 - Paradise Lost
06 - Eve Seduction
07 - The Walls Of Babylon
08 - Seven
09 - The Sacrifice
10 - Revelation (Divus Pennae Ex Tragoedia)



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